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O Olhanense contratou Brito, avançado
internacional por Cabo Verde (mas com nacionalidade Portuguesa
também), no mês em que este completou 31 anos. |
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in MAISFUTEBOL, 10/05/2003 |
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Leixões: Brito pode passar três meses e meio na prisão Avançado foi apanhado a conduzir sem habilitações por duas vezes Brito, avançado do Leixões, poderá cumprir, no mínimo, uma pena de três meses e meio, em virtude de ter acumulado duas infracções por ter sido apanhado a conduzir sem estar habilitado para tal. O caso remonta há três anos - na altura representava o Olhanense -, quando foi interceptado, em Janeiro, por uma brigada de trânsito. Voltou a reincidir, precisamente em Junho de 2000, e o processo terminou da pior maneira: está detido no Estabelecimento Prisional de Custóias, no concelho de Matosinhos, desde quinta-feira. Há três anos, Brito esteve no Tribunal de Lisboa por ter conduzido sem carta de condução, tendo-lhe sido aplicada uma pena suspensa de sete meses de prisão durante um período de dois anos. Isto significa que se o futebolista fizesse a mesma infracção teria de cumprir o castigo, o que viria a acontecer a Junho de 2000, poucos dias antes de ter conseguido a carta de condução. Foi novamente apanhado, julgado e ficou deliberado que teria de cumprir a pena suspensa. Mas só esta semana acabou detido. «Não sabemos o que se passou para o despacho ter demorado tanto tempo», explica ao Maisfutebol Manuel Jacob, advogado do Leixões que está a acompanhar o caso de perto, mas garantindo que o processo será «consultado na segunda-feira» para se perceber os motivos desta morosidade. À saída do treino de quinta-feira, o avançado cabo-verdiano era confrontado pela polícia e terminava o dia na prisão de Custóias. «Estamos ao lado do nosso atleta no sentido de o ajudar naquilo que for preciso», disse José Manuel Teixeira, presidente do Leixões. A pena tem de ser cumprida Apesar de a pena ser de sete meses, Brito poderá ter de cumprir metade deste tempo, pois, como se trata de uma sanção superior a meio ano e de uma pequena infracção, a lei prevê a diminuição para metade. É isto que o Leixões está a tratar. Por enquanto, estuda-se a sua transferência de estabelecimento prisional para a unidade de Santa Cruz do Bispo, em Matosinhos. O clube irá alegar a necessidade de o atleta ter um espaço para poder exercitar os músculos, em virtude de se tratar de um jogador de alta competição. No entanto, «o processo é difícil», mas os primeiros contactos serão feitos no decorrer da próxima semana. Apesar de se tratar de um jogador internacional pela selecção cabo-verdiana, «a pena de três meses e meio terá de ser cumprida», como explicou o advogado Manuel Jacob e nem sequer haverá a possibilidade de ser paga uma caução para o atleta sair em liberdade, na medida em que os primeiros passos teriam de ser dados antes de o futebolista ser detido. Não foi o caso, já que o gabinete jurídico do Leixões apenas tomou conhecimento da situação quando o atleta estava a ser levado para o estabelecimento prisional. A terminar Manuel Jacob sublinhou ser «mentira que o Brito tenha sido apanhado a conduzir sob o efeito de álcool». |
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in MAISFUTEBOL, 10/05/2003 |
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