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NOME
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| STEVEN
de Sousa VITÓRIA |
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POSIÇÃO
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Defesa Central
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Mississauga
- Canadá
(nacionalidade portuguesa) |
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DATA DE NASCIMENTO
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| 11/01/1987 |
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CLUBES
(camadas jovens)
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| Kleinburg
Lions'87 (Canadá) |
| Woodbridge
Strikers (Canadá) |
| FC
Porto (05/06) |
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CLUBES
(escalão senior)
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| FC
Porto "B" (05/06) 4-0 |
| Tourizense
(06/07) 11-2 |
| Olhanense
(07/08) 17-0 |
| Olhanense
(08/09) 19-1 |
| Sp.
Covilhã (09/10) 24-1 |
| Estoril-Praia(10/11) |
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Defesa
central (que também chegou a alinhar a trinco ou lateral
esquerdo pelo noso clube) de elevada estatura, nasceu no Canadá
mas optou pela nacionalidade portuguesa. Aos 16 anos tentou a
sorte no Benfica, mas só aos 18 conseguiu concretizar o
sonho de jogar no país dos seus pais, quando assinou pelos
juniores do FC Porto (chegando também a alinhar pelos séniores
da equipa "B" em quatro partidas).
No seu verdadeiro primeiro ano como sénior foi cedido ao
Tourizense e, na reabertura do mercado, chegou a ser referenciado
como reforço do nosso clube, o que só aconteceria
na época seguinte. Bastante castigado pelas lesões
na primeira parte da temporada, foi já na parte final,
com Diamantino Miranda ao comando da equipa, que efectuou mais
jogos a titular.
Na segunda temporada de rubro-negro foi titular indiscutível
durante a primeira metade do campeonato, com grande regularidade
exibicional, destacando-se o único golo que marcou, e que
valeu a vitória em Portimão. Devido a uma lesão
saíu da equipa e acabou por perder o lugar para o experiente
Anselmo, mas não deixa de ser um dos principais obreiros
da histórica subida ao escalão principal trinta
e quatro anos depois
Em termos de selecções, Steven estreou-se por Portugal
na categoria de sub-19, frente à China, em Abril de 2006.
Integraria depois a Selecção Nacional de sub-20
que nesse ano venceu a primeira edição dos Jogos
da Lusofonia, em Macau (juntamente com os agora colegas Pedro
Correia e Manuel Pinto).
Foi também, depois, um dos convocados para o Campeonato
Mundial de sub-20 disputado em 2007 no seu país natal,
o Canadá (alinhou apenas numa partida, frente á
GÂMBIA),
mas a sua presença não passou despercebida
à imprensa local. No artigo que abaixo reproduzimos (na
língua original), Steven e a sua mãe, Alice, falam
da carreira do atleta e as razões porque optou jogar por
Portugal e não pelo Canadá.
Mais abaixo encontra também uma entrevista ao site oficial
do nosso clube em Novembro de 2007. |
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Portuguese
star happy to play at home
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Alice
Vitoria used to feel sorry for her youngest son.
She'd field calls from Steven's soccer buddies, who were inviting
him to see a movie in Woodbridge or hoping to hang out.
But Steven would usually turn them down. Instead of popcorn and
a flick, he'd go to the schoolyard behind his Mississauga house,
put up an old mesh net a teacher had given him, and practise striking
his soccer ball.
"This kid would go up a little step ladder and he would be
on it with a bungee cord trying to make a perfect net," Vitoria's
mother said.
"I'd say, `Steven, you know, the kids are calling. Maybe
you should take a break and go with them.'
"And he'd say, `Mom, I really don't want to go.' He gave
up a lot of personal stuff."
"I'm not gonna lie, it takes a lot," Vitoria, 20, and
living in Portugal, said on the eve of playing for that country's
under-20 World Cup squad. "I worked a lot to get to where
I am today. We can't just sit and wait for things to happen. We
have go to after our dreams."
Vitoria's dream as he sprinted behind his house at 6 in
the morning or fired shots into the net after school was
to play professionally in Portugal.
That Vitoria, a dual citizen, would don national team colours
as a central defender so quickly was a surprise to him.
Vitoria was born in 1987 in Toronto to immigrant parents from
the Azores and showed a passion for soccer from a young age.
"All he did was want to play soccer all the time," said
his brother Jason, 22. "He slept with a soccer ball, too."
His family moved from Toronto to Sudbury, then Mississauga, where
Vitoria was a lethal house league striker, sometimes potting 10
or 12 goals a game as a midfielder. He then went on to play rep
soccer for Woodbridge Strikers.
At 16, with his heart set on a career in Portugal, he spent two
months with Lisbon-based Benfica.
Vitoria says that while he was in Canada, he was never approached
about playing for the national team.
At 18 and in his graduating year of high school, Vitoria missed
his prom to travel back to Portugal, this time "for good,"
as he put it.
It was actually for a tryout with a third division team but soon
he was trying out for first division powerhouse FC Porto.
At 6-foot-5, Vitoria stood, literally head and shoulders above
the other players, so Porto's coach asked, "Can you play
centre-back?"
"I wasn't going to say no, I wanted the chance to play,"
says Vitoria.
A jubilant Vitoria signed a contract with the club. He played
his first season with their junior team and last season was on
loan to second division squad Tourizense.
It was shortly after signing that he says Canada finally took
notice.
Under-20 coach Dale Mitchell sent a fax to FC Porto requesting
that Vitoria play for Canada at this tournament, his mom says.
But Vitoria, like Owen Hargreaves (England) before him, chose
to play for Portugal.
"To be honest, when I was there for the 18 years that I lived
there ... I played soccer for a while, right?" he said. "I
was never asked ... no one really bothered with me and then after
I signed here in Portugal that's when all of a sudden everyone
started caring.
"I had the opportunity to represent Portugal and to be honest
I didn't have to think twice ... it was a dream of mine and my
family ... not to choose over Canada but to take this opportunity
of representing Portugal."
Vitoria, who arrived with the team on Wednesday, said he is delighted
to be playing two opening-round matches at home in Toronto.
"To have all this happen and then in my hometown it's something
really special for me and my family," he said. |
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O
jogador natural do Canadá Steven estreou-se em Portugal
aos 18 anos. Com raízes familiares em Portugal, naturalizou-se
português, e aos 16 anos veio fazer testes num dos grandes
clubes, no entanto essa foi uma experiência menos
boa e conduziu-o ao regresso o Canadá.
Agora aos 20 anos veste a camisola rubro-negra, a título
de empréstimo do F.C.Porto, lutando assim pelo seu objectivo
- tornar-se num jogador melhor. |
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| Steven
disse ao site oficial do Clube que no Canadá vive-se o
futebol de uma forma muito diferente a que nós estamos
habituados. Ou seja, enquanto que lá está em 7º
desporto favorito, em Portugal é o desporto-rei, e enquanto
que lá funciona mais como passatempo e brincadeira (por
mais que tenham tentado mudar as mentes) aqui não tem nada
a ver, sendo de um nível muito superior. Para o jogador,
enquanto tiver a carreira de futebolista profissional conquistada
no nosso país, voltar ao Canadá só
para férias, e atendendo a que toda a família se
encontra por lá |
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O
jogador conta como surgiu a sua aventura por Portugal: O
meu pai tentou a sorte com um empresário português
através de um amigo, e foi assim que eu vim para Portugal,
à experiência. Inicialmente estive no Abrantes e
depois no Belenenses, onde um olheiro do FCP me viu e me contactou.
Os objectivos de Steven passavam por se tornar num jogador profissional
e melhor, e o Canadá não conseguia dar-lhe o que
merecia. Como refere o jogador, Tive a sorte de conquistar
isso logo na 1ª época de júnior, quando assinei
o 1º contrato profissional da minha carreira. Agora,
diz afincadamente quero continuar a trabalhar para subir
mais. |
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Ao
longo da entrevista apercebemo-nos na crença do jogador,
o que se tornou mais patente quando confrontado com a pergunta,
a quem dedica os golos?, a resposta foi prontamente:
Dedico todos os golos e trabalho a Deus, pois sempre me
tem ajudado desde o primeiro minuto e só tenho que agradecer.
Ele está comigo todos os minutos dentro de campo.
Os seus maiores apoiantes, e que mais recomendações
fazem são definitivamente o pai, mãe e irmão,
que têm também história em Portugal. Aliás,
o gosto pelo futebol não nasceu por acaso, pois estranho
era viver numa cultura em que relegam o futebol para o 7º
desporto e Steven ter este desporto como paixão. São
eles, família, que são fanáticos por futebol,
diz, e mesmo muito longe estão sempre muito perto de si,
continuando a acompanhar e aconselhar todos os dias o seu pupilo.
A aventura do jogador por Portugal foi apoiada a 100% pela sua
família.
Aquilo que sempre lhe ensinaram foi que a atitude de um
jogador e ter a cabeça no lugar é o mais importante,
pois se não for assim, por mais qualidades que tenha não
irá muito longe e essa é a palavra que Steven
passa aos jogadores mais jovens que ele. |
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| Quando
marquei o meu 1º golo pela camisola do F.C.P., ao 3º
jogo realizado, esta foi a resposta pronta do jovem craque. |
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Quando
sofre um golo por culpa própria diz sentir no imediato
uma tristeza, mas que faz parte do jogo e um defesa tem de estar
preparado para tudo, pois essa responsabilidade acaba por ser
normal. Após o jogo reflecte, e o que tira do pensamento
a frio é tenho de aprender com o possível
erro que cometi no lance.
Poucos são os defesas que marcam golos, e aí Steven
diz que sente uma grande felicidade, tal como, certamente, toda
a equipa sente pois todos estão lá para tentar fazer
o mesmo. |
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Relativamente
ao ponto forte equipa é sucinto, pois defende é
isso mesmo, a equipa... os talentos em uníssono, aliado
à vontade e atitude fazem no conjunto o nosso ponto mais
forte.
Da história do clube pouco sabe, apenas que é um
excelente clube, com condições e onde gosta muito
de estar.
Quando falámos na massa associativa, preferiu não
fazer comparações com outra instituição
dizendo simplesmente são simplesmente um espectáculo
dentro do Estádio ou fora, e sinto-me muito feliz ao vê-los
atrás de nós, equipa, nos jogos fora... só
espero podermos dar-lhes tantas alegrias quantas merecem.
No que respeita à cidade diz que Olhão é
uma boa cidade e sente-se feliz de viver cá Sinto-me
à vontade, as pessoas são muito simpáticas. |
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Steven
encara os empréstimos com bons olhos. Quanto à passagem
pelo Tourizense considerou boa, mas defende que o Olhanense acaba
por ser ainda melhor, e conclui dizendo não quero
desperdiçar esta grande oportunidade. Tenho mais uma época
de contrato, tive um ano no Porto, e ser dispensado é muito
bom neste caso para poder evoluir
Quando confrontado com a pergunta do que espera no final desta
época, diz não querer penar muito no assunto ainda,
pois quer pensar no momento actual e nos objectivos do grupo de
trabalho actual. |
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Steven,
diz não ter palavras para descrever que sentiu quando foi
chamado à selecção das quinas pela 1ª
vez. Foi há 1 e meio diz, era júnior
de 2º ano, no F. C. P. e embora fosse um sonho dele não
estava à espera que fosse tão rápido. Steven
descreve o momento assim Senti-me nervoso e com borboletas
no estômago, afinal era o realizar de um sonho de miúdo,
mas no estágio fui recebido como se fosse da família,
o que ajudou muito na integração daquele novo grupo.
Na altura foi à Selecção com 7 companheiros
de equipa, o que facilitou a adaptação.
Quanto a este tema, termina dizendo: Não há
palavras que possam explicar a alegria que é vestir a camisola
das quinas e representar o país. É uma felicidade
enorme. |
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Neste
momento a minha ambição é ajudar o Clube
ao máximo, mas os meus objectivos passam pela selecção
e pelo regresso ao F.C.P., à equipa A.
Desde o Campeonato do Mundo que Steven não é chamado
aos treinos da selecção, até porque esteve
lesionado até há pouco tempo, mas o jogador diz:
neste momento estou e irei continuar a trabalhar para merecer
mais convocatórias. |
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Melhor
coisa que lhe aconteceu a nível Profissional: Ter assinado
o 1º contrato profissional
Melhor coisa que lhe aconteceu a nível Pessoal: Nunca ter
descurado os estudos e ter conseguido concluir o ensino secundário,
mesmo que com grandes ausências sentidas nos últimos
anos de escola.
Melhor Central Nacional: Bruno Alves
Melhor Central Internacioal: Ricardo Carvalho
Hobby: Pesca, Playstation, Snooker
Filme: The Notebook |
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